A evolução nas compras em supermercados. O que esperar?

6 Flares Twitter 0 Facebook 6 Google+ 0 LinkedIn 0 Email -- 6 Flares ×

Tendências das Compras em Supermercados

Não é mais apenas futuro. As nossas compras em supermercados já estão sendo realizadas pela Internet, seja o rancho do mês ou aquela comprinha para a janta da noite, a Internet transforma o complicado no simples, sempre.
O modelo tradicional de compras em supermercados, em que vamos até o estabelecimento, pegamos o carrinho e vagamos pelo ambiente em busca dos produtos da nossa lista, passa lentamente a se tornar ultrapassado e também inviável, visto que a grande maioria das pessoas têm pouco tempo para as tarefas domiciliares, tudo que poupa tempo é muito bem vindo, não é?
As compras no varejo, na sua forma mais ampla (eletrônicos, roupas, acessórios), já atuam em ambiente online a mais tempo. Embora ainda apenas 3,5% do faturamento do varejo seja online, totalizando 29 bilhões em 2013 no Brasil, essa projeção é começa a se tornar cada vez mais vertical, fazendo com que muitas empresas acabem investindo em portais de venda pela web – ninguém mais quer ficar para trás.
Essa revolução na forma de consumo parece estar tomando conta dos consumidores, os quais, de acordo com uma reportagem da revista Exame, gastam até 40% a mais quando têm o poder na informação nas suas mãos. A compra online dá ao usuário muito mais informações sobre as suas atitudes, preços ficam mais acessíveis, as pesquisas pelos produtos é mais fácil, comparação de qualidades, etc. Dessa forma podemos ver o quanto comprar através de um e-commerce pode ser mais atrativo que diretamente no estabelecimento, tudo fica a um clique.

Captando toda a informação e transformando em estratégias

Como toda a movimentação dos usuários dentro de um e-commerce pode ser analisada (produtos clicados, tempo de visualização, produtos adicionados no carrinho, periodicidade de compras, etc) de forma muito mais exata e fácil do que em estabelecimentos físicos, as empresas se utilizam da inteligência de suas equipes para retornar mais informações e benefícios ainda para o usuário (Cross-sell e Up-sell, sistemas de pontuação, histórico), transformando-o em cliente fiel.
Para um supermercado é muito difícil ter o controle sobre toda a informação que gira em torno de suas vendas, principalmente em relação à personalização de atendimento ao seu cliente, pois sabe-se a sazonalidade de venda de cada produto, mas não se sabe quem está comprando. Os supermercados que vendem pela Internet conseguem ter, nessa porção de vendas, muito mais informação em torno dos costumes e gostos de seus clientes online, pois podem acompanhar suas compras e seus históricos de compras.

Veja aqui algumas dicas quentinhas para você que quer montar um supermercado virtual.

Todo esse controle de dados sobre seu consumidor está se tornando competitivo, a cada dia cresce a quantidade de estabelecimentos proporcionando mais formas de compras, por telefone, por celular, pela Internet, com isso, na concorrência atual, quem tiver mais a oferecer para seus clientes irá se sobressair, e isso não se trata apenas de quantidade de produtos e preços baixos, mas também da qualidade do serviço prestado em vender e da transparência para o seu cliente.

Dúvidas ou sugestões?

Faça seu comentário sobre o assunto para que possamos discutir essa nova tendência

6 Flares Twitter 0 Facebook 6 Google+ 0 LinkedIn 0 Email -- 6 Flares ×

Formado em Sistemas de Informação e Pós-graduado em Engenharia da Produção. Cursa MBA em Marketing pela FGV e Pós-graduação em Engenharia e Qualidade de Software pela UNOESC. Trabalha como Analista de Sistemas e também Professor Universitário na área de E-commerce, Marketing Digital e Eng. de Software. Soluções inovadoras para desafios corriqueiros é o seu objetivo.

  • Ewerton Silva

    Leonardo,
    muito bom ter encontrado seu blog porque tenho pesquisado sobre e-commerce de supermercados há algum tempo.

    Nos EUA o modelo tem se mostrado promissor, principalnente porque o consumidor americano tem por habito comprar alimentos prontos ou, no maximo, pré-cozidos. Na Europa nota-se uma presença menor, principalmente pelo fato de as pessoas terem a cultura de preparar alimentos. Desta forma há o impulso de ir ao supermercado e escolher os próprios produtos. Ainda assim, na Inglaterra, ha um alto volume de compras pela Internet.

    No Brasil temos visto um crescimento evidenciado pelo surgimento de novos players a este mercado. Além das grandes redes… Mas a última estatística que encontrei apontava uma participação da Internet de 1,6% do volume total comercializado pelos supermercados do país. Contra participações de 5% a 7% nos EUA e Inglaterra.

    Do lado do consumidor e necessario promover uma mudanca de hábitos que encontra como principal obstáculo a cultura de cozinhar seus próprios alimentos, portanto trazendo a exigência de escolher os produtos em lojas físicas.

    Do lado do empresario o custo e a complexidade logistica somados, também, a complexidade inerente a TI e marketing virtual, dificultam a viabilização de uma operação com rentabilidade suficiente para justificar os riscos do empreendimento.

    Mas além de todos estes fatores, é necessário endereçar uma questão: a rentabilidade dos supermecados é atingida pela venda do espaco nas gôndolas para fornecedores, ou seja, Unilever, Brasil Foods, Nestle e Ambev, por exemplo, “pagam” aos supermercados por posições na loja que “chamem” a atenção dos shoppers. Outro fator que vializa a margem de lucros e o fato de consumidores comprarem produtos que não estavam planejados. Por exemplo: chocolates, produtos de beleza e iogurtes, comprados pelo impulso quando são vistos por pessoas que simplesmente foram comprar alimentos basicos.

    Um supermercado na Internet não dispõe destas duas ferramentas que impulsionam a receita e, tambem, a margem de lucro. Mesmo sem elas podemos atingir rentabilidade de 2% ou 3% ao mês?

    ewerton

    • Olá Ewerton, tudo bom?
      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Realmente a Internet é um canal com estratégias diferenciadas de atuação. Como disse, a venda e utilização de estratégias de gerenciamento de categorias em supermercados é muito forte, além disso o trade marketing oferecido pelos fabricantes aos varejistas é imenso, principalmente em grandes supermercados.
      Olha o que notei com um certo tempo trabalhando com isso. Alguns supermercados mantêm este canal apenas para se diferenciarem dos demais concorrentes e a ponto que em muitas cidades brasileiras, o supermercado que implementar um projeto deste será o primeiro em sua região (o que chama muito atenção).
      Agora, a Internet tem uma característica muito, mas muito específica que pode, veja bem, pode, de acordo com a estratégia do supermercado, trazer muitos benefícios: a capacidade de personalização do serviço, ou seja, o registro de históricos, cliques, rotinas de compras. O resultado disso é informação.
      O uso ainda não é massivo (sequer chega perto disso), o público-alvo ainda está sob o paradigma tradicional das compras em supermercado (carrinho de compras), para alguns é também um programa de final de semana. Vejamos, embora temos algum apreço por algum supermercado, não somos fieis a ele, somos fieis aos preços, pois todos supermercados são “iguais”.
      Por este ponto de vista, eu entendo que o supermercado faz um trade-off, troca uma possível rentabilidade maior da venda (se o shopper fosse até seu supermercado) por uma possibilidade de venda que não ocorreria (um cliente de um bairro fazendo a compra em seu site por motivo da comodidade do novo canal).

      Espero podermos discutir mais ainda essas questões!

    • Mateus Milanez

      A operacionalização dos supermercados virtuais a curto prazo, dependendo das estratégias, ainda é inviável.Há de se observar as variáveis tempo e escalabilidade. Atualmente os varejistas precisam entender que o conhecimento sobre os hábitos de seus consumidores não será descoberto rapidamente, isso requer uma intensificação do esforço de marketing&Vendas. Do lado do consumidor a partir do momento que eles descobrirem alguma vantagem, preço ou comodidade, a efetivação de compra e recompra será feita naturalmente. Do lado das empresas, quando essas começarem a calcular os custos de atendimento ao cliente físico(CAC), a adoção pelo canal de vendas online será uma questão de tempo. Acredito que da mesma maneira que os supermercados vendem os espaços em gôndolas, as lojas virtuais também podem optar por essa estratégia. A vantagem de se adquirir um espaço virtual será o fato de ter mensurado cada movimento dos dedos na tela do smartfone. As compras por impulso quando ofertadas da maneira certa, através de ações de up e cross celling na hora e no momento certo, as conversões em vendas alcançaram bons resultados.

      Esse mercado ainda é insipiente aqui no brasil e em todo o mundo. A tecnologia está transformando a maneira de compras das pessoas e a forma como se vende das empresas. Vale a pena arriscar colocar o dinheiro na poupança ou investir em novos negócios? Aí uma boa reflexão para todos.

      Mateus Mezzari

      AppCompras

      • Ewerton Silva

        Mateus,
        eu pesquisei sobre e-commerce aplicado a supermercados, mas não encontrei viabilidade para o projeto. Principalmente porque:

        1. as lojas físicas são um concorrente forte o suficiente para vender a preços que geram margens baixíssimas ou até negativas. Ou até mesmo construírem lojas sofisticadas e confortáveis voltadas para as classes mais favorecidas

        2. algo que impacta o e-commerce em qualquer segmento: os altos custos de plataformas de e-commerce, software de infra-estrutura e marketing digital. No setor de e-commerce a maior parte da rentabilidade obtida é direcionada a estas empresas. Observe as margens de lucro de empresas como Google, Facebook e Mercado Livre.

        Estes obstáculos vão ao encontro de sua última reflexão. Com a SELIC em 14% a.a. não é nada interessante investir em empresas de produção ou comércio. A viabilidade pode ser encontrada em projetos de serviço: estética, manutenção de automóveis, clínicas médicas ou até mesmo consultoria de negócios.

        Inclusive estou envolvido em um projeto voltado à educação financeira com foco em renda variável.

        abraço

  • Enderson Xesquevixos

    Pessoal,

    Estou pesquisando o assunto e me deparei com um problema. Falta de informacoes sobre o segmento online de supermercados. Voces teriam algumas fontes de informacoes para indicar ? Preciso de dados economicos para embasar uma pesquisa cientifica.

    Meu tc esta desconfigurado, desculpem a falta de acentos.

    • Boa noite, Enderson, tudo bom?
      Nossos artigos são baseados em experiência empírica de suporte aos nossos clientes, assim, geramos o conteúdo.
      Infelizmente, realmente há pouco (muito pouco mesmo) fontes de pesquisa sobre esse ramo, o nicho é muito recente.Abraços!