Supermercado Delivery: Físico, Online ou Drop Shipping?

7 Flares Twitter 0 Facebook 7 Google+ 0 LinkedIn 0 Email -- 7 Flares ×

Após algum tempo de experiência na área de supermercado delivery e muitas conversas com gente do Brasil inteiro (sim, todos os estados do Brasil) foi possível reduzir os planos de negócio para supermercados digitais em 3 segmentos diferentes, vou nomeá-los da seguinte forma: supermercados digitais puros, supermercados físicos com canal de venda online e supermercados digitais intermediadores (drop shipping).
Supermercado Delivery width=

Supermercado Digital Puro

Empreendedores famintos por tecnologia acabam se deparando com uma expectativa que muitas vezes acaba se diferenciando da realidade. O supermercado digital puro é o mercado que atua com vendas apenas pelo canal online, não atendendo ao público em seu espaço físico. Este modelo também tem sua mercadoria em estoque, no próprio estabelecimento e trabalha com o seu mix de produto de acordo com a demanda e sugestões dos clientes.

Supermercado Físico com Canal de Venda Online

O supermercado físico com canal de venda online é o conhecido modelo de mercado iniciando uma aliança com a Internet. A vontade de viabilizar novas formas de compras aos seus clientes e oferecer comodidade e informação é o seu diferencial. Estes modelos de negócio já se aproveitam do seu espaço físico e do relacionamento com os shoppers para alavancarem suas vendas online além de conseguirem almejar públicos antes não possíveis, como compradores de outros bairros ou até de cidades vizinhas.

Veja aqui Supermercado Delivery: Tendência ou Balela?

Supermercado Digital Intermediador ou Drop Shipping

Por fim, contando com um investimento mais seguro, mas também menos rentável estão os supermercados digitais intermediadores, os quais abrem o empreendimento online (implantam a plataforma de e-commerce para supermercados) e fazem suas vendas com base em produtos disponíveis por distribuidores próximos, criando praticamente um modelo de sistema lean, cujo estoque se aproxima de zero realizando a compra apenas com as vendas já definidas. Este modelo baseia-se muito na terceirização do serviço de compras de supermercado e acaba lucrando com o próprio serviço do frete e compra, que em cidades grandes pode trazer muito retorno.

E como eu vou iniciar?

Bom o início de um projeto deste molde é delicado, pois sem dúvidas, se ainda não existe o estabelecimento físico as duas saídas são o Supermercado Digital Puro ou o Drop Shipping, mas qual devo escolher?

O Supermercado Digital Intermediador requer um menor valor de investimento inicial, tendo em vista que não há necessidade de aquisição de estoque, em contrapartida sua rentabilidade pode ser menor ao ponto que o empreendedor deve comprar o produto para revender logo após, não mantendo estoque, seu custo de mercadoria pode aumentar.

Por outro lado, o Supermercado Digital Puro necessita de um projeto mais robusto, pois o estoque requer um controle interno e o projeto passa a ter um cunho mais profissional, necessitando algum software de controle interno (CF, Pagar, Recebe …), além do e-commerce específico de supermercado.

Gostou do artigo? Ficou com dúvidas? Tem outras sugestões?

Deixe um comentário para nós, forte abraço e até a próxima!

7 Flares Twitter 0 Facebook 7 Google+ 0 LinkedIn 0 Email -- 7 Flares ×

Formado em Sistemas de Informação e Pós-graduado em Engenharia da Produção. Cursa MBA em Marketing pela FGV e Pós-graduação em Engenharia e Qualidade de Software pela UNOESC. Trabalha como Analista de Sistemas e também Professor Universitário na área de E-commerce, Marketing Digital e Eng. de Software. Soluções inovadoras para desafios corriqueiros é o seu objetivo.

  • Josimar Cordeiro da silva

    Achei interessante o modelo de supermercado digital intermediador, porém fiquei com duvidas: 1) quem irá emitir o cupom fiscal ao consumidor final? A loja virtual ou o supermercado que forneceu a mercadoria? 2) Se for de responsabilidade da loja virtual qual a melhor forma de fazer isso, ou seja, qual o melhor tipo de nota? Parabéns pelo Blog e desde já obrigado!

    • Boa tarde Josimar, tudo bom? Obrigado pela sua contribuição!
      Então por padrão a venda do supermercado, no momento em que fores montar o carrinho, sairá o CF para Cons. Final. Uma parceria com o supermercado é extremamente interessante, pois você levaria os dados do cliente para a compra e o super poderá emitir, tanto o CF ou a NF para PF. Emitir você mesmo este documento inicialmente pode onerar um pouco o seu projeto, pois terás custos e pode ter algumas burocracias quanto ao enquadramento da sua empresa.
      Se você quiser emitir, sugerimos um estabelecimento próprio (mesmo com estoque fechado para público), pois de qualquer forma terá que trabalhar com compra e venda de mercadorias, dessa forma trabalhar com seu próprio estoque pode lhe proporcionar mais rentabilidade!
      Obrigado pelo comentário e para qualquer papo estamos à disposição!

      • Josimar Cordeiro da silva

        Obrigado pelo retorno Leonardo! Gostaria de aprofundar um
        pouco mais nessa discursão com foco no modelo de negócios Supermercado Digital Intermediador.

        Vamos imaginar o seguinte cenário: Realizei uma parceria com
        o Supermercado do seu Zé para trabalhar no modelo de negócios intermediário.

        PRIMEIRA QUESTÃO: Para que eu possa ter lucro obviamente terei que vender os produtos em minha plataforma de e-commerce aplicando uma margem percentual em cima do preço de cada item do Supermercado do seu Zé. Com base na atuação do mercado, na média, qual margem os supermercados digitais
        intermediários vem aplicando em cima dos preços dos seus parceiros??

        SEGUNDA QUESTÃO: Na discursão anterior chegamos a conclusão que nesse modelo de negócio seria interessante que o documento fiscal fosse emitido pelo parceiro, no nosso caso, emitido pelo Supermercado do seu Zé. A emissão de um documento fiscal é uma exigência legal e obviamente terei que entregar esse documento ao consumidor final no momento da entrega dos produtos.

        O cliente realiza a compra no meu site e, nesse momento, é gerado uma relação dos produtos solicitados (uma simples relação e não um documento fiscal). Levo essa relação ao Supermercado do seu Zé. O Supermercado dele utiliza sistema informatizado para emitir cupon fiscal aos seus clientes com base no preço praticado por ele, ou seja, sua base de dados. Como o Supermercado do seu Zé irá imitir um documento fiscal com base no preço que eu disponibilizei no e-commerce ?? Ele terá que ter um outro sistema com a base de preços do meu site?? Como os supermercados digitais atuantes no mercado estão conseguindo vencer essa barreira?? Qual a melhor maneira de vencer essa questão??

        Mais uma vez agradeço a atenção!
        Esse espaço é muito importante para quem está querendo investir nessa tendência de mercado que já realidade um muitas cidades.

        Att,
        Josimar

      • Josimar, então vamos às suas respostas.
        1) O supermercado dropshipping (seu intermediador) precisa ser competitivo mais nos serviços paralelos que no próprio preço (pelo motivo que não conseguirá fazer o mesmo preço do supermercado que está representando). Uma fatia do público-alvo de supermercados é cegamente orientada ao preço, outra fatia é orientada à necessidade/comodidade. Acredito que uma atuação estudada voltada ao público que se interessa em comodidade é a melhor, ou seja, produtos congelados, bebidas, limpeza (estudantes, homens, casais jovens) Um mix de produtos que não preze pelo preço e sim pela qualidade e comodidade pode lhe trazer uma margem muito interessante.
        Em relação à margem padrão, não existe, pois depende do produto (se é um produto isca ou não) e da região de atuação e da forma de contrato entre supermercado e e-commerce (pode ser mera comissão sobre vendas).

        2) Muito interessante essa sua pergunta, mais voltada ao âmbito técnico. Bom, não posso falar de forma geral, mas a grande parte dos softwares trabalham com variantes de preços (por filiais, por canal de venda). Agora voltamos ao seu modelo de negócio, ele precisa estar muito bem definido e transparente ao seu cliente (o usuário), pois se irá trabalhar com preços diferentes do supermercado legalmente isso pode necessitar de nota emitida por você (sua empresa) por compra e revenda de mercadoria. Todos que conheço trabalham com comissão sobre venda (além da comissão, ganham por anúncios, metas, entrega).

        Um grande abraço e caso lhe interesse, meu e-mail de contato é leonardo@9bits.com.br

        Sucesso!

      • Josimar Cordeiro da silva

        Obrigado pelo retorno Leonardo! Entrarei em contato em momento oportuno.

      • Francielle Marcicano

        Ola Leonardo, sou estudante de Analises e Desenvolvimento de Sistemas, estou com um projeto, onde se trata de um Delivery para supermercados (iniciando as de pequeno porte). Portanto venho por meio desta mensagem pedir informações e dicas, ou materiais ou o que puder me ajudar pra clarear mais minhas ideias em relação, tenho algumas duvidas poderíamos manter contato via e mail? cielle_m@hotmail.com. Grata desde já, estou a disposição e desculpe o incomodo.

      • Boa noite Francielle, tudo joia!
        Obrigado pelo comentário!
        Muito legal seu projeto, o supermercado online sem dúvida nenhuma é uma tendência para os próximos anos (já é uma realidade em alguns lugares do mundo – infelizmente ainda não no Brasil).
        Vamos manter contato por e-mail sim ficará mais fácil para orientações!
        Temos, além do blog, muita informação que pode te ajudar!
        Obrigado novamente!

  • Alexandre Messias

    OLÁ, LEONARDO, EU E MEU SÓCIO ESTAMOS INVESTINDO EM UM SUPERMERCADO ON LINE ESTILO DROP SHIPPING, MAIS ESTAMOS COM ALGUMAS DÚVIDAS…PRINCIPALMENTE EM QUESTÕES TRIBUTÁRIAS OU MESMO EM QUESTÕES DE QUAIS PRODUTOS É MENOS ACONSELHÁVEL NESSA CATEGORIA. SERÁ QUE PODEMOS MANTER CONTATO? PRA VC NOS AJUDAR NISSO? OBRIGADO