Integrando sistemas com seu mercado virtual

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Mercado Virtual

Esse post é resultado de muitos contatos que recebemos no decorrer do nosso trabalho, das mais variadas formas de interesse em abrir um mercado virtual, seja sendo um novo canal de venda de um supermercado já estabelecido ou um novo modelo de negócio de um empreendedor visionário.

Um questionamento rotineiro que eu recebo é:

“gostaria que meus produtos ficassem todos no site sem ter que cadastrá-los novamente, um por um. Tem como?”

A notícia boa é que sim, “tem como”. Mas é um passo um pouco complexo que os envolvidos no projeto devem se ater. Existem mais de uma forma para fazer essa integração, vamos lá!

Integrações via Arquivos

A grande maioria dos sistemas permitem que o usuário consiga exportar seus produtos (e outros dados) para arquivos externos, como .xls (excel), .txt (texto), .csv, entre outros. Esse tipo de funcionalidade permite que o operador do sistema manuseie dados em outras plataformas, deixando seu trabalho mais dinâmico e menos dependente de sistemas específicos.

Uma grande fatia de sistemas também permite que sejam importados dados de outros sistemas a partir de arquivos externos, com a finalidade de facilitar integrações de dados e diminuir (na expectativa de zerar) retrabalhos aos operadores – seria horrível ter de recadastrar todos os produtos e manter manutenção deles em mais de um sistema certo?

Temos, em uma análise superficial, dois pontos negativos nesse modelo de integração.

  • Operação manual: Caso não haja um “robô” que gere o arquivo em um local específico e outro que o busque para a devida importação, esse processo deverá ser feito manualmente, toda vez que houver interesse em sincronia dos dados entre os sistemas, o que pode levar a um esquecimento ou sobrecarregamento do recurso humano alocado para tal fim.
  • Formato de arquivos: Às vezes, alguns sistemas geram arquivos em .xls e outros importam em .xml, por exemplo. A discrepância no formato do arquivo pode levar a alguma das empresas ter de se adaptar ou fazer com que o próprio operador faça a adaptação toda vez que haja necessidade da sincronia.

Web service para que não entende de Web service

Em poucas palavras, quando eu menciono web service estou querendo dizer: “uma forma de comunicar sistemas sem que o usuário ‘veja’ isso acontecendo”. Essa maravilha é excelente para eficiência dos serviços prestados e também para a redução de erros humanos, pois não haveria um recadastro e sim uma troca de informações de sistemas. Na grande maioria das vezes, essa comunicação se dá por meio de uma API disponibilizada por alguma das partes. Vamos entender um pouco mais!

Mercado Virtual -> Sistema Interno

Uma forma de comunicação via web service é quando o seu mercado virtual (site, aplicação web […]) vai buscar informações em outros sistemas, ou seja, digamos que seu sistema interno de cadastro de produtos (pode ser o PDV ou o controle de estoque) disponibilize uma API (Interface de Programação de Aplicativos) em que estão disponíveis dados dos produtos cadastrados.

Dessa forma, o seu mercado virtual buscaria essas informações e poderia se utilizar delas para sincronizar esses dados internamente e seguidamente fazer acessos para atualizar tais dados. Podemos nomear esse modelo de uma API Passiva, pois ela aguarda a busca de informações por outras plataformas.

Sistema Interno -> Mercado Virtual

Outra forma é quando o seu sistema envia informações ativamente (API Ativa), por exemplo, ao cadastrar um produto, realizar uma venda, lançar uma nota que gere aumento de estoque, o sistema envia essa alteração para o site (mercado virtual), por meio de um link (chamado URL de Callback) para que sincronize os dados realmente em tempo real.

Nesses exemplos, tomamos o sistema interno já existente como sistema principal (por isso tudo gira em torno dele), mas pode ser ao contrário, dependendo do seu cenário.

Apenas um detalhe: para que isso ocorra, seu servidor deve permitir tecnicamente tais detalhes, como ter um servidor web rodando e ter IP dedicado. Com certeza seu fornecedor de software saberia explicar. 

Conclusões

Podemos entender que, a sincronia dos sistema não dependem apenas de uma das partes, mas sim de ambas, pois uma envia a informação e a outra recebe ou uma busca e a outra disponibiliza, partindo desse princípio fica muito mais fácil evoluir nesse tipo de integração.

Pessoal, a finalidade deste artigo é tirar dúvidas de pessoas que não entendem desse tipo de processo tecnicamente, mas gostariam de implementar em seus negócios. Obviamente, há muita coisa a se falar quando tratamos de web services.

Mais uma coisa, aqui abordei tratando o termo “mercado virtual”, pois é a finalidade do blog, mas isso vale para qualquer aplicação orientada à web.

Por favor, caso tenha alguma dúvida, deixe seu comentário ou entre em contato comigo (leonardo@9bits.com.br)!

Grande abraço!

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Formado em Sistemas de Informação e Pós-graduado em Engenharia da Produção. Cursa MBA em Marketing pela FGV e Pós-graduação em Engenharia e Qualidade de Software pela UNOESC. Trabalha como Analista de Sistemas e também Professor Universitário na área de E-commerce, Marketing Digital e Eng. de Software. Soluções inovadoras para desafios corriqueiros é o seu objetivo.